terça-feira, 25 de janeiro de 2022

 

Sindicato fiscaliza condições de trabalho de frentistas e apura denúncia de irregularidades

Atendendo a solicitação do Ministério Público do Trabalho (MPT), diretores do Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO-MG estiveram novamente em vários postos de gasolina localizados em cidades que compõem a base territorial de abrangência do Sindicato, no interior de Minas Gerais, para apurar denúncia de irregularidades que estariam prejudicando diversos empregados de posto de combustíveis.

No dia 18 de novembro, os dirigentes sindicais, apurando denúncia de pessoa não identificada, feita à Procuradoria Regional do Trabalho no Município de Varginha, realizaram diligências em Três Corações, objetivando verificar se os fatos relatados no procedimento aberto pelo MPT de Varginha – Notícia de Fato Nº 000227.2021.03.003/5 – tinham realmente fundamento.

Em ofício encaminhado ao Sindicato, o MPT de Varginha pediu que a entidade trabalhista realizasse “diligência no estabelecimento Noticiado, a fim de verificar a procedência dos fatos apresentados na Notícia de Fato Nº 000227.2021.03.003/5, devendo entrevistar reservadamente trabalhadores e terceiros (apresentando lista com nome, CPF, endereço, telefone, “e-mail”, etc. dos entrevistados), inclusive nos horários de entrada e saída do trabalho, se for necessário, bem como fazer registro fotográfico do local, apresentar documentação espontaneamente entregue, além de outros atos dentro da legalidade, entregando relatório da diligência no prazo de até 20 (vinte) dias”, contados do recebimento do ofício.

Por isso, os sindicalistas, a exemplo do que aconteceu em anos anteriores, estiveram novamente em vários postos de combustíveis situados no Sul de Minas.

Segundo o presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, “esse trabalho já vem sendo realizado há muitos anos pelo Sindicato, que está sempre visitando vários postos de combustíveis localizados em cidades da base, mas ultimamente tem havido motivos especiais para isso. É que a Procuradoria Regional do Trabalho de Varginha tem recebido denúncias de irregularidades em postos de combustíveis situados naquelas imediações e tem informado isso ao Sindicato, através de ofício, em que pede à entidade para fiscalizar as condições de trabalho e verificar se realmente as denúncias recebidas pelo Ministério Público têm fundamento. Também em anos anteriores, o Sindicato já realizou esse trabalho, atendendo a pedido daquela Procuradoria”.

Conforme informou Guizellini, “o objetivo do trabalho de visitação às bases é verificar as condições de trabalho da categoria, informar pessoalmente aos frentistas as atividades do Sindicato na luta por melhorias salariais e outros benefícios para a classe, orientá-los acerca de seus direitos trabalhistas e ouvir o que eles têm a dizer para o aperfeiçoamento da nossa luta sindical”.

Após trocar ideias com os trabalhadores, esclarecer e eliminar suas dúvidas, bem como ouvir suas reivindicações, orientá-los e colocá-los a par de seus direitos, o vice-presidente e o diretor-tesoureiro da entidade, respectivamente Rômulo Garbero e Luiz Geraldo Martinho, se mostraram muito satisfeitos com a disposição desses trabalhadores em apoiar a luta do Sindicato.

Distribuindo exemplares do jornal “O Combate”, contendo notícias de interesse dos frentistas, e também um boletim do SINTRAPOSTO-MG, os dirigentes sindicais estiveram não só no posto denunciado, onde realizaram as diligências solicitadas pelo Ministério Público, como também em vários outros estabelecimentos do setor, nos quais conversaram com muitos trabalhadores, fazendo um trabalho de orientação e esclarecimento aos frentistas.


FONTE JORNAL O COMBATE 

 

Minaspetro “empurra” negociação salarial dos frentistas para 2022

Sindicato patronal quer reduzir adicional de hora extra, acabar com a gratificação de férias, restringir a gratificação de “quebra de caixa”, reajustar em apenas 4,77% os salários e a cesta básica e estabelecer PLR de apenas R$ 100,00

O presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, voltando da 4ª reunião com a Comissão Negociadora do MINASPETRO, realizada na sede do Sindicato patronal, em Belo Horizonte, no dia 15 de dezembro, mostra a frentistas de um posto situado em Santos Dumont a ata da reunião.

 

O Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO-MG (que representa os empregados dos postos de gasolina, lojas de conveniência, lava-rápidos, estacionamentos e garagens da Cidade e da Região) e as outras entidades sindicais que representam os demais empregados dos postos de gasolina de Minas Gerais se reuniram mais uma vez com o Sindicato patronal para negociação da pauta de reivindicações dos frentistas.

Atuando em conjunto em negociação coletiva com pauta unificada, as entidades realizaram no dia 15 de dezembro a quarta rodada de negociação com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (MINASPETRO), objetivando a celebração da nova Convenção Coletiva de Trabalho da categoria.

A reunião, realizada na sede da entidade patronal, em Belo Horizonte, começou com quase uma hora de atraso e durou exatamente uma hora, mas não produziu resultado positivo para o encerramento da campanha salarial da classe.

Os representantes dos trabalhadores rejeitaram a contraproposta patronal por entenderem que, como afirmou o presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, “todas as contrapropostas do MINASPETRO apresentadas nas quatro rodadas de negociação, principalmente nesta quarta reunião, não atendem às mínimas necessidades dos frentistas e representam mais arrocho salarial, sendo que a proposta apresentada na quarta reunião chega a ser até indecente e absurda porque pretende retirar direitos trabalhistas já conquistados pelos Sindicatos, além de significar mais arrocho salarial, razão pela qual foi rejeitada e até veementemente repudiada por todos nós, representantes dos trabalhadores”. Segundo Guizellini, “já tivemos quatro reuniões, mas ainda não recebemos nenhuma proposta digna de aceitação”.

Na quarta rodada de negociação, o Sindicato patronal apresentou proposta de redução do adicional de hora extra da classe, baixando-o de 60% (percentual previsto na última Convenção Coletiva de Trabalho da categoria) para 50%, mesmo percentual previsto na Constituição Federal como garantia mínima.

Além disso, a entidade patronal quer acabar com a gratificação de férias prevista na última Convenção; restringir a gratificação de “quebra de caixa” de 10%, tornando-a um direito devido apenas pelos dias efetivamente trabalhados na função de caixa; aplicar o índice de apenas 4,77% para o reajuste dos salários da categoria e o mesmo índice para o reajuste do atual valor da cesta básica de alimentos, que passaria, então, a ser de R$ 141,09; e estabelecer o valor de apenas R$ 100,00 para a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) da empresa.

Para não haver aglomeração de pessoas, em observância aos protocolos de segurança de prevenção à Covid-19, as reuniões têm sido realizadas com presença de número reduzido de pessoas e cumprimento de outros protocolos de segurança, como, por exemplo, o uso obrigatório de máscaras. E além de presenciais, as reuniões têm sido também virtuais, com a participação por videoconferência de vários representantes de outras entidades de frentistas deste Estado.

Iniciada no dia 17 de agosto, quando foi realizada a assembleia geral da categoria que aprovou a pauta de reivindicações dos trabalhadores que está sendo negociada com o MINASPETRO, a campanha salarial da classe ainda vai demorar mais porque a entidade patronal “amarrou e empurrou a negociação para o próximo ano”, segundo o presidente do SINTRAPOSTO-MG, que acrescentou: “Isso acontece todo ano. É sempre assim. Todo ano a história se repete. Então, os frentistas já estão acostumados com isso? Não! Estão, isto sim, cansados disso!”.

Desde o dia 26 de outubro, quando houve a primeira rodada de negociação, o SINTRAPOSTO-MG e as outras entidades sindicais que representam os demais empregados dos postos de gasolina deste Estado já realizaram quatro reuniões com o MINASPETRO para negociação da pauta que foi entregue ao Sindicato patronal em agosto, ou seja, com muita antecedência, já que a data-base da categoria (ou seja, a ocasião de reajuste salarial e concessão de outros benefícios aos trabalhadores com a celebração da nova Convenção Coletiva de Trabalho da categoria) é 1º de novembro.

Diante da dificuldade de acordo, a reunião foi encerrada sem uma definição. As entidades resolveram marcar nova rodada de negociação. Os representantes dos frentistas queriam que a nova reunião fosse agendada para os próximos dias, mas o MINASPETRO disse que só podia se reunir novamente com a bancada dos trabalhadores no próximo mês. Assim, ficou tudo para 2022, tendo ficado agendado novo encontro para o dia 11 de janeiro.


FONTE JORNAL O COMBATE 

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

NEGOCIAÇÃO SALARIAL 2021 - INÍCIO

 NO DIA 26.10.2021, AS 14:45, DEU-SE , INICIO DA REUNIÃO DE NEGOCIAÇÃO DA CCT, DATA BASE PRIMEIRO DE NOVEMBRO DE 2021, ENTRE O SINDICATO DOS TRABALHADORES EM POSTOS DE COMBUSTÍVEIS (SINTRAPOSTO), E O SINDICATO PATRONAL (MINASPETRO)


Na primeira reunião a representação dos frentistas expos as dificuldades em que foi para trabalhadores enfrentar durante a pandemia da covid, passando por grande risco de contaminação, e agora a inflação que já defasou totalmente o salério e a cesta básica que recebe. ABAIXO a ata do andamento da 1º reunião de negociação a CCT 2021 -2022.












 

Benzeno existente na gasolina é tóxico,  cancerígeno e inflamável

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O presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, em um posto de combustíveis de Juiz de Fora.

Conforme “O Combate” noticiou em sua edição anterior, o presidente Jair Bolsonaro editou a Medida Provisória Nº 1063/2021, publicada no Diário Oficial da União no dia 12 de agosto, dispondo sobre as operações de compra e venda de álcool, a comercialização de combustíveis por revendedor varejista e a incidência da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins (impostos) nas referidas operações, e o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) apresentou emenda à referida Medida Provisória implantando o “self-service” nos postos de combustíveis.

Em entrevista a este jornal, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, afirmou que a proposta de criação, já em 2021, do autoabastecimento nos postos de combustíveis, “além de ameaçar causar mais desemprego em massa no Brasil, jogando ‘no olho da rua’ mais de 500 mil frentistas, também representa riscos para a população, pois como o famoso ‘self-service’ significa que o próprio cliente (em vez do frentista) iria manejar a bomba de combustíveis para abastecer o seu veículo, isso prejudicaria a saúde do povo e geraria muitos transtornos para a população, haja vista que os combustíveis derivados de petróleo possuem benzeno, que, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), do Ministério da Saúde, é uma substância altamente tóxica e cancerígena, além de altamente inflamável”.

De fato, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), “o benzeno é altamente perigoso e pode afetar negativamente a saúde da população e o meio ambiente, quando exposta a esse agente”. A OMS classifica o benzeno “entre os dez maiores problemas químicos para a saúde das pessoas”.

“Contaminação atingiria milhões de pessoas que iriam manejar a bomba”

Uma cartilha do INCA, órgão auxiliar do Ministério da Saúde no desenvolvimento e coordenação das ações integradas para a prevenção e o controle do câncer no Brasil, informa que o benzeno, encontrado na gasolina, “é uma substância altamente tóxica e muito inflamável, que evapora rapidamente, sendo absorvido principalmente pela respiração e pela pele (especialmente se ela estiver ferida)”.

Ainda segundo a cartilha do INCA, denominada “Você sabe o que tem no combustível?”, o benzeno é “um agente químico cancerígeno, relacionado a vários tipos de câncer”.

O site do INCA informa que, devido ao benzeno existente na gasolina, “as queixas mais comuns dos trabalhadores de postos de combustíveis são tontura, dores de cabeça, enjoos, boca seca e olhos irritados”.

Por isso, o presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, ressalta que “há muitos anos as entidades sindicais dos frentistas vêm lutando afincadamente no sentido de conseguir proteção para esses trabalhadores contra os males causados pelo benzeno, mas algumas autoridades de Brasília, em vez de trabalharem na busca de tal proteção, estão querendo (e já estão até tentando) é criar, já em 2021, o autoabastecimento nos postos de combustíveis, o famoso ‘self-service’, que só iria expandir ainda mais a contaminação pelo benzeno, atingindo diariamente milhões de pessoas que iriam manejar a bomba para o abastecimento de seus veículos”.


FONTE JORNAL O COMBATE

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

NEGOCIAÇÃO 2021

 Sindicalista espera agilização da negociação coletiva em 2021

O presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, garantiu que a diretoria do Sindicato vai trabalhar incansavelmente e lutar com muita garra no sentido de conseguir para a classe um reajuste salarial justo e digno, capaz de possibilitar a reposição das perdas salariais decorrentes da inflação e assegurar um ganho real para aliviar um pouco o sofrimento da categoria. “Esperamos que o processo de negociações com o MINASPETRO proporcione melhorias salariais e vários outros benefícios a esses valorosos funcionários que diariamente trabalham de maneira exaustiva nos postos de gasolina e demais estabelecimentos, proporcionando bons lucros aos empresários do setor” – afirmou Guizellini.

Sobre o fato de a assembleia ter sido realizada dois meses e meio antes da data-base, o sindicalista salientou: “Resolvemos iniciar a campanha salarial de 2021 com grande antecedência para que neste ano haja agilização da negociação coletiva, razão pela qual esperamos que em 2021 o MINASPETRO (Sindicato patronal) agilize o processo de negociação salarial com as entidades sindicais que representam os trabalhadores dos postos de combustíveis em Minas Gerais”.

Em seguida, ele acrescentou: “Esperamos que desta vez não haja a demora que sempre houve, muito menos a tão longa demora havida nas últimas negociações, que se arrastaram, cada uma, por vários meses ao longo de muitas reuniões. No que depender de nós, estamos prontos para colaborar, como sempre, para a agilização da negociação coletiva. E queremos crer que o Sindicato patronal também vai colaborar para isso, agilizando a negociação até mesmo como uma forma de compensar a longa demora das negociações anteriores”.

Ao abrir a campanha salarial de 2021, o sindicalista conclamou toda a categoria representada pelo SINTRAPOSTO a lutar ao lado da direção do Sindicato, participando ativamente das assembleias da classe e apoiando integralmente a luta da diretoria pela conquista de melhorias salariais e melhores condições de vida e de trabalho para toda a classe.

A pauta já foi encaminhada ao Sindicato patronal pelo SINTRAPOSTO-MG poucos dias depois da assembleia, juntamente com um ofício pedindo a marcação de uma reunião para negociação das propostas dos trabalhadores contidas na referida minuta.

Agora, o SINTRAPOSTO-MG está aguardando que o MINASPETRO agende para os próximos dias a primeira rodada de negociação referente à data-base de 2021.


FONTE JORNAL OCOMBATE