quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Quem trabalhou em posto de combustíveis e não recebeu PLR
deve ir ao Sindicato
O presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini (em pé), ao lado do advogado João Batista de Medeiros, integrante do Departamento Jurídico do Sindicato.
     Todas as pessoas que trabalharam em postos de combustíveis no período de 1º de novembro de 2016 e 31 de outubro de 2017 e que não receberam o abono de Participação nos Resultados das empresas, mesmo que seus respectivos contratos de trabalho já tenham sido rescindidos, podem e devem se dirigir ao Sindicato da categoria para que possamos tomar as providências cabíveis objetivando o pagamento de tal abono” – a afirmação é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, em entrevista ao jornal “O Combate”.
     Segundo o sindicalista, além de cobrar o pagamento da parcela denominada Participação nos Resultados, o trabalhador ou a trabalhadora poderá pedir também que a empresa lhe pague a multa prevista na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria por descumprimento do instrumento normativo, que tem força de lei.
     De acordo com Guizellini, se o caso for levado à apreciação do Poder Judiciário, o trabalhador ou a trabalhadora poderá, inclusive, pedir que a empresa seja condenada também a lhe pagar indenização por dano moral porque “deixar de pagar a PLR a trabalhador ou trabalhadora que contribuiu para que a empresa auferisse seus lucros no exercício anterior à distribuição da referida verba significa tratar de forma discriminatória, violando o princípio da isonomia previsto na Constituição Federal, o empregado ou a empregada que, de alguma maneira, contribuiu para o desempenho da empresa”.
     Para a tomada de providências cabíveis, todos os empregados representados pelo SINTRAPOSTO-MG podem se dirigir à sede do Sindicato, na Rua Halfeld, 414, sala 609, Centro de Juiz de Fora, ou telefonar ou enviar e-mail para o Sindicato (3216-3181 e 3213-7565 e sintrapostomg@gmail.com ) ou para o jornal “O COMBATE” (98845-2991 e ocombate.jm@gmail.com).
Fonte: Jornal " O COMBATE"
Sindicatos dos frentistas realizam 1ª rodada de negociação da campanha salarial de 2018
Paulo Guizellini e Rômulo Garbero, respectivamente presidente e vice-presidente do SINTRAPOSTO-MG; e Paulo Catarino, presidente do Sindicato de Muriaé, participando da 1ª rodada de negociação com a comissão negociadora do MINASPETRO (à direita), na sede do Sindicato patronal, em BH, no dia 28 de novembro.
     A campanha salarial de 2018 dos empregados dos postos de combustíveis, lojas de conveniência, lava-rápidos, estacionamentos e garagens de Juiz de Fora e Região, iniciada no dia 12 de setembro, quando foi realizada a assembleia geral da categoria que aprovou a pauta de reivindicações dos trabalhadores a ser negociada com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (MINASPETRO), teve a sua primeira rodada de negociação no dia 28 de novembro.  
     O Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO-MG e o Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Muriaé e Região se reuniram com o Sindicato patronal para negociação da pauta de reivindicações dos frentistas, cuja data-base (ocasião de reajuste salarial e concessão de outros benefícios aos trabalhadores com a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria) é 1º de novembro.
     A reunião, que durou quase três horas, teve início às 14:30 horas, com meia hora de atraso, e foi realizada na sede da entidade patronal, em Belo Horizonte.
     A comissão negociadora do MINASPETRO se limitou a examinar a pauta de reivindicações econômicas dos frentistas e não apresentou qualquer contraproposta às cláusulas econômicas analisadas.
     As entidades marcaram nova reunião para o dia 6 de dezembro, quando, então, a comissão negociadora do Sindicato patronal deverá examinar a pauta de reivindicações sociais dos frentistas. “Esperamos que no próximo encontro dos Sindicatos a comissão negociadora do MINASPETRO apresente contrapropostas e não se limite a ficar examinando pautas de reivindicações que já foram encaminhadas ao Sindicato patronal pelas entidades trabalhistas com muita antecedência, ou seja, há mais de um mês, exatamente para que a entidade patronal tivesse tempo suficiente (e muito tempo!) para examinar as reivindicações da categoria e apresentar suas contrapropostas na mesa de negociação coletiva” – afirmou o presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini.
CAMPANHA SALARIAL UNIFICADA
      Durante a reunião, a comissão negociadora do MINASPETRO informou que os outros Sindicatos de frentistas de Minas Gerais e a Federação Nacional dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo (FENEPOSPETRO) não foram convidados pelo Sindicato patronal para participar da primeira rodada de negociação referente à data-base de 1º de novembro de 2018 porque ainda não assinaram a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria referente à data-base de 2017.
     Surpreendido pela informação, o presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, disse que esperava encontrar ali os dirigentes das demais entidades que representam os empregados dos postos de combustíveis de Minas Gerais, mas como eles não foram convidados, a ausência deles não significava que o SINTRAPOSTO-MG estava participando da reunião de maneira isolada, em campanha salarial desconectada das campanhas salariais das demais entidades co-irmãs.
     Guizellini ressaltou que, a exemplo do que aconteceu em anos anteriores, o SINTRAPOSTO-MG continua disposto a participar das negociações com o MINASPETRO juntamente com as outras entidades sindicais de frentistas deste Estado, atuando em conjunto em negociação coletiva, inclusive com pauta de reivindicações unificada.

Fonte: Jornal " O COMBATE"
Trabalhador demitido no período de 30 dias antes da data-base tem direito a receber indenização
      O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, afirmou que há direitos trabalhistas que, por não serem divulgados com muita frequência, não são do conhecimento de muitos trabalhadores.
     Segundo o sindicalista, um desses direitos é a indenização adicional no valor equivalente a um salário mensal do trabalhador que for dispensado sem justa causa no período de trinta dias que antecede a data de sua correção salarial (data-base da categoria). Esse direito está previsto no artigo 9º da Lei 7.238/1984.
     Assim, de acordo com Guizellini, qualquer empregado representado pelo SINTRAPOSTO-MG tem direito a receber tal indenização se for demitido no período de 2 a 31 de outubro, já que a data-base da categoria é 1º de novembro, sendo que é contado o tempo do aviso prévio, mesmo indenizado, para efeito dessa indenização adicional. “E a data da dispensa não corresponde à data de dação do aviso prévio indenizado, mas sim a do termo final do respectivo prazo. Portanto, se você, trabalhador, foi demitido de emprego em posto de combustíveis, sem justa causa, e a data do termo final do prazo do aviso prévio cair em um dia do período de 2 a 31 de outubro, você tem direito a receber do seu ex-empregador essa indenização” – explica o sindicalista.
     E se o empregado for demitido após o período de 30 dias que antecede a data-base, ele tem direito a receber as diferenças salariais decorrentes do reajustamento coletivo dos salários da categoria. “Vale ressaltar que esses benefícios são destinados a todos os empregados demitidos sem justa causa, inclusive aqueles que têm menos de um ano de casa” – destaca Guizellini.
     Ele salienta que o trabalhador não deve esquecer o acréscimo dos dias do aviso prévio proporcional. É que, de acordo com a Lei 12.506/2011, serão acrescidos três dias por ano de serviço prestado na mesma empresa. E após completar um ano de serviço, o trabalhador já tem direito ao acréscimo previsto. Por exemplo, quem trabalhou numa empresa durante um ano e um dia, ou mais, mesmo sem completar dois anos de casa, tem direito a 33 dias de aviso prévio. Se completar dois anos de serviço, passa a ter direito a 36 dias de aviso. E assim sucessivamente até o limite de 90 dias de aviso prévio, ou seja,serão acrescidos ao aviso prévio três dias por ano de serviço prestado na mesma empresa até o máximo de 60 dias, perfazendo um total de 90 dias no caso de empregado com 20 anos de casa. “Dessa forma, um frentista com mais de um ano de casa, por exemplo, sem completar dois anos de serviço, tendo direito, portanto, a 33 dias de aviso prévio, caso tenha sido demitido sem justa causa, recebendo aviso prévio no dia 30 de agosto, terá direito a tal indenização porque a projeção ficta do aviso prévio neste caso termina em 02 de outubro” – explica o sindicalista.

Rômulo de Oliveira Garbero (Vice-Presidente); Luiz Geraldo Martinho (1º Secretário); Paulo Guizellini (Presidente); e os escrutinadores Irineu Kichmair, Anselmo Leopoldino, José Torres e Janice da Consolação Siqueira, logo após a eleição.
     Foi realizada no dia 15 de outubro a eleição da nova Diretoria e do Conselho Fiscal do Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO-MG.
     O processo eleitoral transcorreu em clima de total harmonia, com apresentação de Chapa Única, encabeçada pelo atual presidente da entidade, Paulo Guizellini.
     Duas urnas recolheram os votos dos trabalhadores: uma fixa na sede do Sindicato e uma itinerante, que percorreu os locais de serviço dos votantes.
     A votação superou o quórum folgadamente, com os trabalhadores votando maciçamente na Chapa encabeçada por Guizellini. Não houve voto nulo e houve apenas um voto em branco.
     Após ser reconduzido ao cargo para cumprir mais um mandato, o presidente do SINTRAPOSTO-MG se mostrou emocionado e “muito agradecido” aos trabalhadores e às trabalhadoras pelo apoio recebido nas urnas. E salientou: "Como nenhuma outra chapa se inscreveu para concorrer, ou seja, não houve chapa de oposição, podemos avaliar que estamos no caminho certo, fazendo justamente o que os companheiros trabalhadores e as companheiras trabalhadoras querem que façamos. Eles acharam por bem não mudar a direção da entidade porque reconheceram que conquistamos muitos benefícios para a categoria, como, por exemplo, cesta básica de alimentos, gratificação de férias e vários outros direitos, além, é claro, das melhorias salariais. A categoria entendeu que não é aconselhável mexer em time que está vencendo, como disse um colega frentista, que acrescentou: Não se demite técnico de time vencedor".
     Em seguida, Guizellini acrescentou: "Por isso, se Deus quiser e nos ajudar, como sempre ajudou, vamos seguir no mesmo rumo no próximo mandato, com muita disposição para trabalhar e sempre defendendo com afinco os legítimos e verdadeiros interesses dos empregados e das empregadas dos postos de gasolina, lojas de conveniência, lava rápidos, estacionamentos e garagens, como sempre fizemos".
    A posse da nova Diretoria e do Conselho Fiscal deverá ocorrer em janeiro de 2019.
     Os integrantes da Diretoria e do Conselho Fiscal eleitos são os seguintes: DIRETORIA EFETIVA: Presidente - Paulo Guizellini; Vice-Presidente - Rômulo de Oliveira Garbero; 1º Secretário - Luiz Geraldo Martinho; 2º Secretário - Carlos Henrique Pereira; 1º Tesoureiro - Mauro de Oliveira Ruela; 2º Tesoureiro – José Luiz Rodrigues Eres; CONSELHO FISCAL - EFETIVOS: Antônio de Souza; Pedro Coelho do Nascimento Neto e José Raimundo da Silva; REPRESENTANTES JUNTO À FEDERAÇÃO – EFETIVOS: Paulo Guizellini e Luiz Geraldo Martinho; DIRETORIA – SUPLENTES: Paulo Sérgio da Silva, Lázaro Santa Fé dos Santos; Whesley de Alencar Batista Souza; Nelci Pereira Nunes Júnior; Mauro Lúcio Pereira; Paulo Batista Félix; CONSELHO FISCAL - SUPLENTES: Helenice Maria da Silveira; Antônio Carlos de Souza Lima e Olavo Sabino Barbosa; REPRESENTANTES JUNTO À FEDERAÇÃO - SUPLENTES: Rômulo de Oliveira Garbero e João Olegário da Silva.

Fonte: Jornal " O COMBATE "
Sindicato espera que Minaspetro agilize negociação salarial de 2018
O presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini (à direita, em primeiro plano), participando da 7ª reunião da negociação de 2016 entre o pessoal do MINASPETRO (à esquerda) e os representantes dos frentistas de MG (à direita), no Ministério do Trabalho, em BH, em 13-3-2017. Na mesa de negociação, Guizellini sempre pede agilização do processo negocial. (Foto: Arquivo “O Combate”).
     Falando ao jornal “O Combate”, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, disse esperar que na negociação coletiva referente à data-base deste ano (1º de novembro de 2018) o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais - MINASPETRO, que representa os postos de combustíveis de Minas Gerais, agilize o processo negocial com as entidades sindicais que representam os trabalhadores desses estabelecimentos neste Estado. “Esperamos que desta vez não haja a demora que sempre houve, muito menos a tão longa demora havida na última negociação (aquela referente à data-base de 1º de novembro de 2017), que se arrastou por quase um ano ao longo de 16 reuniões entre o Sindicato patronal e as entidades dos frentistas. No que depender de nós, estamos prontos para colaborar, como sempre, para a agilização da negociação coletiva. E queremos crer que o Sindicato patronal também vai colaborar para isso, agilizando a negociação até mesmo como uma forma de compensar a longa demora da negociação anterior” – afirmou o sindicalista.
     Para quem não sabe, data-base é a ocasião de reajuste salarial e concessão de outros benefícios aos trabalhadores com a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria.
     Na negociação referente à data-base de 2016, somente no dia 13 de março de 2017, depois de sete rodadas de negociação e mais de quatro meses após a data-base da categoria, é que, finalmente, o SINTRAPOSTO e as outras entidades participantes do processo negocial conseguiram fechar acordo e encerrar a negociação com o MINASPETRO na Superintendência do Trabalho e Emprego (Ministério do Trabalho), em Belo Horizonte.
     A negociação salarial de 2015 também foi muito longa: só foi fechado acordo no dia 3 de março de 2016, na sede do MINASPETRO, em Belo Horizonte, depois de oito rodadas de negociação e mais de quatro meses após a data-base da categoria.
     Segundo Guizellini, a demora na negociação coletiva sempre prejudica tanto os trabalhadores quanto os empregadores. “Aliás, podemos dizer que prejudica até mais os empregadores do que os trabalhadores, pois quando a nova Convenção Coletiva de Trabalho é celebrada, os empregadores têm de pagar todas as diferenças salariais acumuladas desde a data-base da categoria, já que o aumento salarial tem efeito retroativo a 1º de novembro (data-base), o que evidentemente sobrecarrega financeiramente os patrões” – explica o sindicalista. Em seguida, ele acrescenta: “Pior é que eles ainda têm de pagar os encargos sociais com multa por causa do atraso, já que pagam, nesse caso, fora do prazo”.
     Guizellini lembra que “os trabalhadores, por sua vez, também são prejudicados pela demora do processo negocial, porque, assim, não recebem salários reajustados no tempo certo, ou seja, no mês seguinte à data-base, que é 1º de novembro”.
     Mas o sindicalista ressalta que o prejuízo dos trabalhadores não é tão grande quanto o prejuízo da classe patronal, porque, quando a Convenção é celebrada, os trabalhadores, que vinham recebendo salários sem reajuste, ganham o aumento salarial e recebem todas as diferenças salariais acumuladas desde a data-base. “Isso às vezes chega a ser uma boa ‘bolada’, como se os trabalhadores tivessem feito uma caderneta de poupança para depósito do dinheiro correspondente ao reajuste salarial conquistado pelo Sindicato para a categoria” – frisa Guizellini.
     Em seguida, ele salienta: “Mas a verdade é que o atraso da negociação coletiva sempre prejudica de alguma forma tanto os empregadores quanto os trabalhadores, razão pela qual achamos que tanto os Sindicatos trabalhistas quanto o Sindicato patronal precisam se empenhar ao máximo no sentido de que não haja demora na negociação para celebração da nova Convenção Coletiva de Trabalho da categoria”.
     E Guizellini arremata: “Por isso, estamos dispostos, como sempre, a fazer tudo o que pudermos para a agilização da negociação salarial. De nossa parte, jamais haverá qualquer problema para que o processo de negociação com o Sindicato patronal seja rápido e eficiente, ou, pelo menos, não demore tanto. E esperamos que a negociação com vistas à data-base deste ano seja agilizada. Mas vale lembrar que isso depende principalmente do Sindicato patronal, pois os Sindicatos trabalhistas sempre têm interesse em agilizar o processo negocial”.
O presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini (o 1º à esquerda), ao lado do advogado João Batista de Medeiros, integrante do Departamento Jurídico da entidade, participando da 8ª reunião da negociação de 2015 entre os representantes dos frentistas de MG (à esquerda) e a Comissão Negociadora do MINASPETRO (à direita), na sede do Sindicato patronal, em BH, em 3-3-2016. (Foto: Arquivo “O Combate”)
Fonte: Jornal " O COMBATE"

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

INDIGNAÇÃO DO JUIZ MEDIADOR GERA GRANDE TENSÃO NO INÍCIO DA 3ª AUDIÊNCIA NO TRT-MG
O Juiz Antônio Vasconcelos (em pé, na cabeceira da mesa) ficou irritado no início da 3ª audiência de conciliação da negociação coletiva dos frentistas, no Edifício-Anexo II do TRT-MG, em BH, no dia 3 de setembro.
     Logo no início da 3ª audiência de tentativa de conciliação da negociação coletiva dos frentistas de Minas Gerais, no dia 3 de setembro, no Edifício-Anexo II do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, em Belo Horizonte, houve um momento de grande tensão.
     O Juiz Mediador Antônio Gomes de Vasconcelos se dirigiu ao presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, e lhe disse que havia recebido um boletim da entidade questionando o Juízo Arbitral e o culpando pela demora do processo negocial.
      Guizellini, completamente surpreso, porque o Sindicato não fez nenhum boletim nesse sentido, apenas olhou imediatamente para o advogado do SINTRAPOSTO-MG, João Batista de Medeiros, com o objetivo de lhe perguntar se tinha conhecimento disso, já que todos os boletins da entidade são feitos pelo jurista, que é também jornalista.
     Esse gesto do sindicalista (apenas olhou para o advogado) deixou muito irritado o Juiz Mediador, que, com os ânimos bastante exaltados, disse que poderia encerrar a mediação naquele momento se os representantes dos frentistas não estivessem gostando do trabalho dele.
     O advogado do SINTRAPOSTO-MG afirmou que o Sindicato não fez nenhum boletim nesse sentido e o presidente da entidade confirmou isso. O magistrado pediu às suas secretárias que lhe entregassem o “boletim” recebido do SINTRAPOSTO-MG. Uma de suas secretárias lhe entregou, então, um exemplar do jornal “O Combate”, edição do mês passado.
     João Batista de Medeiros esclareceu que “O Combate” não é boletim da entidade, mas sim um jornal independente, fundado em 1952 por seu já falecido pai, Djalma Medeiros, e dirigido há 33 anos por ele, João Batista, que é o único responsável por este veículo de comunicação.
     O juiz, então, mandou registrar na ata da audiência a sua indignação com trecho da matéria publicada no jornal “O Combate” que fala dos sucessivos adiamentos da audiência.
     Logo após, o magistrado se acalmou e pediu desculpas ao presidente doSINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini.
     Em seguida, João Batista fez questão de deixar bem claro que a referida matéria, escrita por ele, não contém nenhuma insinuação malévola ao trabalho do Juiz Mediador, assinalando que o magistrado adiou, sim, sucessivamente, a audiência de conciliação, mas atendendo a pedido do MINASPETRO – Sindicato patronal.
     Assim, terminou o incidente, que havia gerado um profundo mal-estar no ambiente da audiência.

FONTE: JORNAL "O COMBATE"
Frentistas já iniciam campanha salarial de 2018
    O Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO-MG realizou Assembleia Geral Extraordinária no dia 12 de setembro, abrindo, assim, a campanha salarial da categoria, cuja data-base (ocasião de reajuste salarial e concessão de outros benefícios aos trabalhadores) é 1º de novembro.
     Durante a assembleia, os trabalhadores elaboraram, discutiram e aprovaram por unanimidade a Pauta de Reivindicações a ser negociada dentro em breve com o Sindicato patronal.
     Dirigindo a assembleia do SINTRAPOSTO-MG, o presidente da entidade, Paulo Guizellini, agradeceu a participação e o apoio dos presentes e ressaltou que “todos os companheiros trabalhadores, inclusive os que não puderam comparecer à assembleia, têm o dever de apoiar a direção deste Sindicato nesta hora difícil em que estamos abrindo a nossa campanha salarial de 2018 para iniciarmos brevemente novo processo de negociação com o Sindicato patronal objetivando a obtenção de um bom acordo salarial e outros benefícios para a importante classe profissional representada pelo SINTRAPOSTO”.
     Logo depois, Guizellini afirmou: “Nós, trabalhadores, como sempre, estamos esperando, mais uma vez, que o Sindicato patronal tenha bom-senso e sensibilidade na mesa de negociação para compreender o sofrimento da nossa categoria diante da defasagem salarial”.
     Em seguida, o sindicalista acrescentou: “Por isso, estamos aguardando a próxima negociação coletiva para lutarmos novamente na mesa de negociação a fim de conseguirmos melhorias salariais e outros benefícios para a nossa laboriosa categoria profissional”.
     Os trabalhadores manifestaram total apoio à diretoria do Sindicato na luta por melhorias salariais e melhores condições de vida e de trabalho para toda a categoria.

FONTE: JORNAL O COMBATE
Aumento salarial e outros benefícios para os frentistas
O presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini (o 3º, da direita para a esquerda), e outros representantes dos frentistas, participando da 3ª audiência de conciliação, no Edifício-Anexo II do TRT-MG, em BH, no dia 3 de setembro. Na cabeceira da mesa, o Juiz Antônio Vasconcelos; à sua esquerda, o Procurador Arlélio Lage, do Ministério Público do Trabalho de BH.
     Demorou muito, mas, enfim, terminou a campanha salarial de 2017 dos frentistas de Minas Gerais. Dez meses após a data-base da categoria (1º de novembro), os representantes dos empregados dos postos de combustíveis deste Estado finalmente conseguiram fechar a negociação com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais - MINASPETRO (patronal) para celebração da nova Convenção Coletiva de Trabalho da categoria.
     Quase todas as entidades sindicais que representam os empregados dos postos de combustíveis de Minas Gerais, as quais estavam atuando em conjunto, com pauta unificada, estiveram presentes na audiência realizada no dia 3 de setembro, no Edifício-Anexo II do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, em Belo Horizonte.    
     Após quatro horas de negociação, as entidades trabalhistas e o Sindicato patronal não chegaram a acordo e o Juízo que mediou a negociação marcou nova audiência para o dia seguinte.
     Assim, no dia 4 de setembro, foi realizada a quarta audiência designada pelo Juízo Arbitral, a qual representou a 16ª reunião da negociação coletiva. Esse encontro, realizado também no Edifício-Anexo II do TRT-MG, dando continuidade à audiência realizada no dia anterior, resultou na celebração da nova Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, com as entidades sindicais aceitando a proposta do Juízo que mediou a negociação.
     Dessa forma, o Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO-MG (que representa os empregados dos postos de combustíveis, lojas de conveniência, lava-rápidos, estacionamentos e garagens desta Cidade e da Região) conquistou aumento salarial, abono de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) das empresas e outros benefícios para esses trabalhadores.
     As diferenças salariais dos meses de novembro de 2017 a agosto de 2018 e do 13º salário de 2017 terão que ser quitadas em duas parcelas iguais, sendo a primeira até 8 de janeiro de 2019 e a segunda até 7 de fevereiro de 2019. Em caso de extinção do contrato de trabalho, eventuais valores devidos terão de ser pagos integralmente ao trabalhador na data da rescisão.
     Além do reajuste salarial, as empresas pagarão a todos os trabalhadores dos postos de combustíveis de MG, que mantiveram vínculo empregatício entre o período de 1º de novembro de 2016 e 31 de outubro de 2017, um abono de Participação nos Resultados das empresas a ser quitado em três parcelas, sendo a primeira até 5 de outubro de 2018, a segunda até 8 de novembro de 2018 e a terceira até 7 de dezembro de 2018. Em caso de extinção do contrato de trabalho, eventuais valores devidos terão de ser pagos integralmente ao trabalhador na data da rescisão.
     Questionado sobre os motivos dessa demora, o presidente do SINTRAPOSTO-MG, Paulo Guizellini, afirmou: “Os motivos são muitos, e todos eles causados pelo Sindicato patronal, que só apresentava propostas inaceitáveis na mesa de negociação. Ele é o único causador do atraso das negociações porque a sua Comissão Negociadora, ao longo de todo esse tempo, fez de tudo para tumultuar, emperrar e atrasar o processo de negociação”.


FONTE: JORNAL O COMBATE