quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Trabalhadores elegem nova Diretoria do SINTRAPOSTO-MG

 Foi realizada no dia 8 de dezembro a eleição da nova Diretoria e do Conselho Fiscal do Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO-MG.
     O processo eleitoral transcorreu em clima de total harmonia, com apresentação de Chapa Única, encabeçada pelo atual presidente da entidade, Paulo Guizellini.
     Duas urnas recolheram os votos dos trabalhadores: uma fixa na sede do Sindicato e uma itinerante, que percorreu os locais de serviço dos votantes.
     A votação superou o quórum folgadamente, com os trabalhadores votando maciçamente na Chapa encabeçada por Guizellini. Não houve nenhum voto em branco ou nulo.
     Após ser reconduzido ao cargo para cumprir mais um mandato, o presidente do SINTRAPOSTO disse ser muito grato aos trabalhadores pelo apoio recebido nas urnas e salientou: "Como nenhuma outra chapa se inscreveu para concorrer, ou seja, não houve chapa de oposição, podemos avaliar que estamos no caminho certo, fazendo justamente o que os companheiros trabalhadores querem que façamos".
     Em seguida, Guizellini acrescentou: "Por isso, se Deus quiser e nos ajudar, como sempre ajudou, vamos seguir no mesmo rumo no próximo mandato, com muita disposição para trabalhar e sempre defendendo com unhas e dentes os legítimos e verdadeiros interesses dos empregados nos postos de gasolina, lojas de conveniência, lava rápidos, estacionamentos e garagens, como sempre fizemos".
    A posse da nova Diretoria e do Conselho Fiscal será no dia 13 de janeiro de 2015.

Paulo Guizellini (ao centro), presidente reeleito do SINTRAPOSTO-MG,
ladeado por diretores do Sindicato, escrutinadores e mesários, logo após a eleição.


FONTE: JORNAL O COMBATE 

Minaspetro não apresenta proposta para os frentista na 3º reunião





O Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região - SINTRAPOSTO-MG e as outras entidades sindicais que representam os demais empregados dos postos de gasolina de Minas Gerais, que também neste ano estão atuando em conjunto com pauta unificada, realizaram no dia 10 de dezembro mais uma reunião com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (MINASPETRO) para negociação da pauta de reivindicações dos trabalhadores do setor, cuja data-base (ocasião de reajuste salarial e concessão de outros benefícios aos trabalhadores) é 1º de novembro.
     O encontro representou a terceira rodada de negociação referente à data-base deste ano objetivando a celebração de Termo Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho da categoria para fixação dos novos valores do salário-base da classe, da cesta básica de alimentos e da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) das empresas. Quanto à questão da adoção de medidas preventivas de segurança contra assaltos a postos de combustíveis, tema do encontro quadrimestral realizado entre os representantes dos frentistas e os da classe patronal no dia 13 de junho, o MINASPETRO decidiu que só vai tratar do assunto na próxima data-base da categoria, ou seja, a partir de 1º de novembro de 2015.
     Iniciada às 16h30min, desta vez com uma hora e meia de atraso, a reunião terminou às 18h30min e aconteceu na sede do MINASPETRO, em Belo Horizonte, mesmo local em que foram realizadas as reuniões anteriores.
     Desta vez, o Sindicato patronal, após duas horas de acaloradas discussões, não apresentou qualquer proposta para os frentistas.
     Na primeira rodada de negociação, realizada no dia 27 de novembro, ele havia oferecido apenas 3% de reajuste nos valores dos salários e da cesta básica de alimentos, além de PLR no valor de R$ 450,00, com pagamento em três parcelas de R$ 150,00.
     Na reunião seguinte, realizada no dia 3 de dezembro, o MINASPETRO elevou em 1,5% a sua proposta, passando-a, portanto, para 4,5% de reajuste nos valores dos salários e da cesta básica de alimentos, mas manteve a sua proposta anterior com relação à PLR.
     Hoje, o salário-base dos frentistas de Minas Gerais é de R$ 786,34 e o valor da cesta básica de alimentos é de R$ 75,00. 
     Os representantes dos frentistas, que tinham rejeitado a primeira e a segunda propostas, considerando-as “muito abaixo das necessidades dos trabalhadores”, conforme disse o presidente do SINTRAPOSTO, Paulo Guizellini, saíram da terceira reunião muito revoltados com o Sindicato patronal por causa da ausência de proposta. “Na primeira rodada de negociação, o MINASPETRO apresentou uma proposta indigna de aceitação porque representaria mais arrocho salarial; na segunda rodada, o Sindicato patronal apresentou proposta pior que a anterior e que também significaria mais achatamento dos salários dos frentistas, pois enquanto a primeira proposta foi de 3%, a segunda foi de apenas 1,5%; e agora, por incrível que pareça, o patronal tem a audácia de piorar ainda mais o processo negocial, não se dignando nem sequer a apresentar uma nova proposta, o que mostra claramente que a entidade dos patrões não tem mesmo qualquer disposição para conceder reajuste salarial e outros benefícios aos frentistas” – afirmou Guizellini.       
     Diante da dificuldade de acordo, os representantes dos frentistas e os da classe patronal resolveram marcar nova reunião. Os representantes dos trabalhadores queriam que a nova rodada de negociação fosse agendada para os próximos dias, sendo que o presidente do SINTRAPOSTO chegou a propor a data de 15 de dezembro de 2014, mas o MINASPETRO disse que só podia se reunir novamente com as entidades sindicais dos trabalhadores a partir do dia 19 de janeiro de 2015, porque ele (o Sindicato patronal) vai entrar em recesso a partir do dia 19 de dezembro. Assim, foi agendado novo encontro para o dia 20 de janeiro do próximo ano.
     As atas das reuniões estão no blog do Sindicato que representa os empregados dos postos de gasolina, lojas de conveniência, lava-rápidos, estacionamentos e garagens de Juiz de Fora e Região (sintrapostomg.blogspot.com

FONTE: JORNAL O COMBATE.



terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Governo muda benefícios como pensão por morte e seguro-desemprego
O governo federal anunciou regras mais rígidas que devem reduzir o pagamento de benefícios como pensão por morte, auxílio-doença, abono salarial, seguro-desemprego e seguro defeso.
Essas mudanças só afetam futuros beneficiários, tanto do setor público como do INSS. Não atingem quem já recebe esses recursos.
A maior parte das alterações será feita por meio de duas medidas provisórias que terão de ser aprovadas pelo Congresso Nacional. O objetivo é economizar R$ 18 bilhões por ano, o que equivale a 0,3% do PIB (Produto Interno Bruto) para o ano que vem.
Essas medidas, sozinhas, podem garantir 25% do superavit das contas públicas prometido pelo futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para 2015.
PENSÃO POR MORTE
Na pensão por morte, haverá carência de 24 meses de contribuição previdenciária pelo segurado para que o cônjuge possa herdar o benefício. Também será exigido tempo mínimo de casamento ou união estável de 24 meses.
Nos dois casos, haverá exceção para morte ou doenças ligadas ao trabalho.
Também haverá nova regra de cálculo do benefício: de 100% do salário benefício hoje para 50%, mais 10% por dependente até o limite de 100%, com exceção para órfãos de pai e mãe.
Perderá o benefício quem for condenado por matar o segurado (crime doloso). O objetivo é evitar que se pratique o crime para herdar a pensão.
Também acaba o benefício vitalício para cônjuges jovens. Será vitalício apenas para quem tem até 35 anos de expectativa de vida (hoje, pessoas com 44 anos ou mais).
A partir desse limite depende da idade. Entre 39 a 43 anos de idade, o tempo de pagamento, por exemplo, cai para 15 anos de pensão. Pessoas com 21 anos ou menos, vão receber por apenas três anos esse benefício.
SEGURO-DESEMPREGO E ABONO
No seguro-desemprego, o período de carência passa de seis meses para 18 meses na 1ª solicitação e para 12 meses na 2ª solicitação. Fica mantido em seis meses na 3ª solicitação.
Para o abono salarial, que é pago ao trabalhador que recebeu até dois salários mínimos, haverá carência de seis meses de trabalho ininterruptos. Hoje, basta trabalhar um mês no ano.
O pagamento passa a ser proporcional ao tempo trabalhado no ano, como acontece com o 13º. Hoje, todos recebem um salário mínimo integral.
Haverá também um ajuste no calendário de pagamento, a ser detalhado posteriormente.
No auxílio-doença, haverá um teto equivalente à média das últimas 12 contribuições. O governo também estabeleceu convênios para empresas que tem serviços médicos sob supervisão do INSS possam fazer a perícia.
SEGURO DO PESCADOR
No seguro-desemprego para pescador artesanal (seguro defeso), o benefício será de um salário mínimo para pescadores que exercem essa atividade de forma exclusiva.
O pescador também terá de escolher qual benefício prefere receber, sem poder acumular, por exemplo, um seguro saúde e o defeso.
Haverá carência de três anos a partir do registro como pescador para começar a receber o dinheiro. Ele também terá de comprovar que comercializou a produção de peixe.
Não poderá também haver acúmulo de defesos por quem pescar em mais de um região ou mais de uma espécie de peixe.
A fiscalização das regras ficará a cargo do INSS.
O governo também anunciou que irá publicar na internet todas as informações referentes ao pagamento dos benefícios, como os nomes de quem recebe os recursos, assim como já acontece com o programa Bolsa Família.
DISTORÇÕES
Segundo o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil), as medidas irão corrigir algumas distorções que existem nos programas atualmente e, por isso, não vão de encontro a promessas feitas pela presidente Dilma Rousseff durante a campanha eleitoral. Na época, ela disse que não mexeria em direitos trabalhistas "nem que a vaca tussa".
"Os direitos estão sendo mantidos. Estamos dando isonomia [aos trabalhadores] e alguns programas precisam de correção. [...] Nas conversas com centrais [sindicais], eles não só concordam, como sabem que existem distorções nas regras de acesso. A grande distorção é para quem está entrando no mercado de trabalho. Se não fizermos essas alterações, as futuras gerações pagarão um preço muito alto. Precisamos olhar [para o futuro] de forma sustentável", afirmou o ministro durante o anúncio das medidas.
Segundo o petista, as medidas serão discutidas com o Congresso na próxima legislatura e o governo manterá uma mesa permanente de negociação com os trabalhadores e as centrais sindicais durante a tramitação das medidas.
CONTEXTO
O governo federal gasta próximo de 1% do PIB para cobrir um rombo anual que supera os R$ 50 bilhões nas contas previdenciárias.
Estudo da Previdência aponta que, hoje, há entre seis e sete pessoas em idade ativa (dos 16 aos 59 anos) para cada pessoa com mais de 60 anos. Em 2050, espera-se menos de 2 para cada idoso. Como no Brasil os trabalhadores da ativa sustentam os gastos com aposentados, isso deve ser considerado. Mas a idade mínima enfrenta a oposição das centrais.
O endurecimento nas regras dos benefícios vem no contexto da mudança da equipe econômica do governo, que já sinalizou que pretende enxugar gastos.
GOVERNO RESTRINGE BENEFÍCIOS SOCIAIS
ABONO SALARIAL
Como é:
- Basta trabalhar um mês durante o ano e receber até dois salários mínimos
- O valor é um salário mínimo para todos
Como fica:
- Haverá carência de seis meses de trabalho ininterruptos
- O pagamento passa a ser proporcional ao tempo trabalhado
SEGURO DESEMPREGO
Como é:
- Carência de seis meses de trabalho
Como fica:
- Carência de 18 meses na 1ª solicitação; 12 meses na 2ª e 6 meses a partir da 3ª
PENSÃO POR MORTE
Como é:
- Não há prazo mínimo de casamento
Como fica:
- Falecido deve ter 24 meses de contribuição previdenciária.
- Será exigido tempo mínimo de casamento ou união estável de 24 meses.
- Valor do benefício varia de acordo com o número de dependentes
- Prazo de pagamento varia de acordo com a idade
AUXÍLIO DOENÇA
Como é:
- Benefício é de 91% do salário do segurado, limitado ao teto do INSS
- Empresas arcam com o custo de 15 dias de salário antes do INSS
Como fica:
- O teto será a média das últimas 12 contribuições
- Empresas arcam com o custo de 30 dias de salário antes do INSS
SEGURO-DESEMPREGO PARA PESCADOR ARTESANAL
Como é:
- Benefício não tem as restrições abaixo
Como fica:
- É necessário exercer a atividade de forma exclusiva
- Não é possível mais acumular outros benefícios
- É preciso ter registro de pescador há três anos ou mais
- Deve comprovar que comercializa a produção de peixes
DESTAQUE
R$ 18 bilhões (0,3% do PIB) é a economia prevista por ano com os cortes
O valor equivale a 25% da meta de superavit primário de 2015
Fonte: Presidência de República
Governo Federal detalha mudanças em programas ligados à Previdência Social
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Ministro Aloizio Mercadante anunciou mudanças nas regras de concessões de benefícios de programas sociais.
O ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, anunciou nesta segunda-feira, 29, um série de mudanças em programas ligados à Previdência Social para "corrigir distorções" tanto na oferta dos benefícios como para reduzir gastos do governo com abono salarial, seguro desemprego, seguro defeso, pensão por morte e auxílio-doença. As mudança serão publicadas nesta terça-feira, 30, no Diário Oficial, por meio de medidas provisórias elaboradas pelo Palácio do Planalto.
No caso do abono salarial, para ter acesso ao benefício, o trabalhado passará a ter de comprovar seis meses ininterruptos de trabalho com carteira assinada. Na regra atual, o abono é concedido com apenas um mês de contribuição. O valor do benefício, que hoje é de um salário mínimo, passa a ser proporcional ao tempo de serviço, como já acontece com o 13º salário.
O governo também alterou as regras de concessão do seguro desemprego. Para ter acesso ao benefício serão necessários 18 meses de trabalho com carteira assinada e não mais seis meses. Para a segunda solicitação do seguro, o trabalhador deverá ter contribuído por 12 meses com o INSS. Já no terceiro acesso ao seguro, o trabalhador terá de ter ocupado um emprego formal pelo mínimo de seis meses.
De acordo com Mercadante, a mudança ocorre para corrigir a distorção gerada pela entrada de jovens no mercado de trabalho, cuja rotatividade é maior. "Há uma distorção no programa, com 74% sendo pago para quem está entrando (no mercado), os mais jovens, que são mais dispostos a mudar de emprego", disse.

Irregularidades
No seguro defeso, pago ao pescador artesanal no período em que ele não pode pescar para garantir a reprodução dos peixes, as mudanças são mais profundas. Segundo Mercadante, o governo constatou irregularidades na concessão do benefício. "Identificamos que temos problemas na concessão desse programa e insegurança jurídica", disse. "Foi identificado acúmulo de benefício, com pessoas que recebem dois, três salários", afirmou citando uma cidade paraense onde "tem mais pescador recebendo seguro do que cidadão no município".

A partir de agora, os pescadores não poderão receber o seguro defeso se já forem beneficiários de outros programas sociais, como o Bolsa Família. Eles precisarão ter pelo menos três anos de registro como pescador artesanal. Terão de comprovar comercialização de pescador ou pagamento de contribuição previdenciária por pelo menos 12 meses. A concessão do salário mínimo do benefício será avalia por um Comitê Gestor do Seguro Defeso.

Pensão
No caso da pensão por morte, a partir das novas regras, fica definido que será preciso comprovar o pagamento de 24 meses da contribuição previdenciária para ter acesso. Exceção para casos de mortes por acidentes de trabalho. Será preciso ter dois anos de casamento ou união estável. O valor a ser recebido será de 50% do salário-benefício para o cônjuge, seguido de acréscimos de 10% por dependente até poder completar 100% do total do vencimento. O benefício mínimo segue sendo de um salário mínimo por pensão.

Doença
Mercadante anunciou na coletiva de imprensa alterações na concessão do auxílio-doença, que não se aplicam aos atuais beneficiários. O Palácio do Planalto determinou o aumento do prazo de afastamento pago pelo empregador antes do início do pagamento do auxílio-doença pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), de 15 para 30 dias para segurados empregados. Também será fixado um teto no valor do auxílio-doença, equivalente à média das últimas 12 contribuições.

Centrais sindicais negam apoio a medidas de aperto na concessão de benefícios
As medidas de aperto nas concessões de benefícios trabalhistas, como o seguro-desemprego e o abono salarial, anunciadas nesta segunda-feira, 29, pelo governo Dilma Rousseff inflamaram importantes lideranças sindicais. Um cabo de força pode ter se formado hoje entre o governo e os sindicalistas. O secretário-geral da segunda maior central do país, a Força Sindical, João Carlos Gonçalves, afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que, diferente do que foi anunciado pelo ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, as medidas não foram discutidas com as centrais.

"As centrais não participaram de nenhuma negociação. Teve uma reunião com o Mantega (ministro da Fazenda, Guido Mantega), no início do ano, sobre o assunto e depois nada mais. Mantega ainda marcou uma reunião em Brasília e outra em São Paulo, há 20 dias, mas as duas foram desmarcadas. Agora essas medidas são anunciadas. Nós somos contrários a elas", disse Gonçalves. Segundo ele, o presidente da Força, Miguel Torres, foi convidado para o anúncio das medidas de hoje, mas não conseguiu chegar em Brasília.

De acordo com o líder da Força Sindical, as cinco maiores centrais do país (CUT, Força, UGT, NCST e CTB) vão se reunir, em janeiro, para determinar uma agenda de lutas para 2015. "Essas medidas de hoje serão tema central da reunião", afirmou Gonçalves.
Pouco depois da entrevista, Gonçalves escreveu em sua conta de rede social uma mensagem de oposição às medidas. "Não! As centrais sindicais não foram ouvidas sobre as mudanças anunciadas pelo governo. Iniciou-se negociação com Mantega. Nada foi acertado. Iniciar o governo com medidas que prejudicam os trabalhadores não é um bom sinal. Vai taxar as grandes fortunas quando?", escreveu.

Governo
O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, negou que as mudanças apresentadas hoje pelo governo federal nas regras do abono salarial, seguro-desemprego, seguro defeso, pensão por morte e auxílio-doença sejam impopulares. "Não acho que necessariamente são medidas impopulares", disse.

A afirmação foi dada após o ministro ser questionado, durante entrevista coletiva, se o governo não estaria mexendo em direitos trabalhistas defendidos pela presidente Dilma Rousseff durante a campanha de reeleição. "Os direitos trabalhistas, sociais e previdenciários estão garantidos", disse. "Todos os direitos estão garantidos", ressaltou, defendendo que o governo estaria apenas "mudando regras".

As mudanças apresentadas faltando apenas dois dias para o fim do primeiro mandato da presidente Dilma, como mais uma das ações do ajuste fiscal prometido pelo Palácio do Planalto, foram defendidas pelo ministro como ações de longo prazo para garantir a "sustentabilidade" da Previdência Social. "Se não tivermos sustentabilidade (nos gastos da Previdência), as futuras gerações pagarão preço caro", defendeu.

O futuro ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, estimou em R$ 18 bilhões a economia que o governo fará em 2015 com as novas regras de concessão do abono salarial, seguro desemprego, seguro defeso, pensão por morte e auxílio-doença.

As mudanças serão enviadas ao Congresso Nacional para serem aprovadas. Mercadante afirmou que o governo está confiante na aprovação delas, mesmo diante da base de apoio do governo mais fragmentada e a oposição fortalecida. "Acho que teremos apoio para essas medidas", pontuou.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

O FRENTISTA

      O FRENTISTA



Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região – SINTRAPOSTO- MG. TEL (032)3216-3181  E (032) 3213-7565

ATENÇÃO COMPANHEIROS:

PROPOSTA PATRONAL CRESCE IGUAL RABO DE CAVALO: PARA BAIXO !

Na primeira reunião: 3%.
Na segunda reunião: 1,5%.
Na terceira reunião: ZERO!!!
     
   O SINTRAPOSTO-MG e as outras entidades sindicais que representam os demais empregados dos postos de gasolina de MG, atuando em conjunto com pauta unificada, realizaram no dia 10 de dezembro a terceira rodada de negociação com o Sindicato patronal, para fixação dos novos valores do salário-base da classe, da cesta básica de alimentos e da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) das empresas.

         Vale lembrar que o MINASPETRO tinha prometido tratar agora da questão da adoção de medidas preventivas de segurança contra assaltos a postos de combustíveis, tema do encontro quadrimestral realizado entre os representantes dos frentistas e os da classe patronal no dia 13 de junho, mas o Sindicato patronal voltou atrás, “engolindo” o seu próprio ato, ao decidir que só vai tratar do assunto na próxima data-base da categoria, ou seja, a partir de 1º de novembro de 2015.             Vire

                                                                                                                                                                    
      Nessa terceira reunião, o Sindicato patronal foi muito além do cúmulo do absurdo!!! Após duas horas de discussões, a entidade patronal não apresentou qualquer proposta para os frentistas.
                                              
       Na primeira rodada de negociação, realizada no dia 27 de novembro, o MINASPETRO havia oferecido apenas 3% de reajuste nos valores dos salários e da cesta básica de alimentos, além de PLR no valor de R$ 450,00, com pagamento em três parcelas de R$ 150,00.
   
         Na segunda reunião, no dia 3 de dezembro, o MINASPETRO ofereceu apenas 1,5% de reajuste nos valores dos salários e da cesta básica de alimentos, e manteve a sua proposta anterior com relação à PLR.
        
E agora, na terceira reunião, no dia 10, o patronal teve a audácia de piorar ainda mais o processo de negociação, não se dignando nem sequer a apresentar uma nova proposta. Aliás, sendo assim, ele apresentou, sim, uma nova proposta. Sabem qual é? É ZERO!!! Sim, é isso mesmo! A proposta patronal na terceira rodada de negociação foi ZERO, NADA, CONJUNTO VAZIO!

         Isso mostra claramente que a entidade dos patrões não tem mesmo qualquer disposição para conceder reajuste salarial e outros benefícios aos frentistas.

O Sindicato patronal não respeita a valiosa e valorosa categoria profissional dos trabalhadores dos postos de combustíveis. Aliás, alguém tem dúvida quanto a isso?    

            Diante da indisposição do pessoal da Comissão Negociadora do Sindicato patronal, foi decidido agendar nova reunião. Os representantes dos trabalhadores queriam que a nova rodada de negociação fosse agendada para os próximos dias, sendo que o presidente do SINTRAPOSTO propôs a data de 15 de dezembro de 2014, mas o MINASPETRO disse que só podia se reunir novamente com as entidades sindicais dos trabalhadores a partir do dia 19 de janeiro de 2015. Assim, foi marcado novo encontro para o dia 20 de janeiro do próximo ano. O que significa que só resta à categoria aguardar. Ou, então, CRUZAR OS BRAÇOS, PARALISAR SUAS ATIVIDADES, pois assim a classe patronal aprenderia a respeitar os frentistas.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Na 2ª reunião, MINASPETRO oferece apenas mais 1,5% de reajuste salarial para os frentistas 
     O Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região - SINTRAPOSTO-MG, juntamente com as outras entidades que representam os demais empregados dos postos de gasolina de Minas Gerais, realizou no dia 03 de dezembro mais uma reunião com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (MINASPETRO).
     O encontro representou a segunda rodada de negociação referente à data-base deste ano objetivando a celebração de Termo Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho da categoria para fixação dos novos valores do salário-base da classe, da cesta básica de alimentos e da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) das empresas.
     Iniciada às 16 horas, novamente com uma hora de atraso, a reunião terminou às 18h10min e aconteceu na sede do MINASPETRO, em Belo Horizonte, mesmo local em que foi realizada a primeira reunião.
     O Sindicato patronal, que na reunião anterior, realizada no dia 27 de novembro, havia oferecido apenas 3% de reajuste nos salários e no valor da cesta básica de alimentos (hoje, o salário-base da classe é de R$ 786,34 e o valor da cesta é de R$ 75,00), passou a sua proposta para 4,5% de reajuste, mas manteve a sua proposta (apresentada na reunião anterior) de PLR no valor de R$ 450,00, com pagamento em três parcelas de R$ 150,00.
     O SINTRAPOSTO-MG e os demais representantes dos frentistas de Minas Gerais não aceitaram a nova proposta patronal, considerando-a “também muito abaixo das necessidades dos trabalhadores do setor, da mesma forma que a proposta patronal anterior também não era digna de aceitação”, conforme disse o presidente do SINTRAPOSTO, Paulo Guizellini. Para ele, “o fato de o Sindicato patronal ter elevado apenas um pouquinho, ou seja, só 1,5%, a sua proposta anterior, o que representaria mais arrocho salarial, mostra claramente que a entidade dos patrões não tem mesmo disposição para conceder reajuste salarial aos trabalhadores”.
     Assim, sem acordo, foi agendada para o dia 10 de dezembro uma nova rodada de negociação.

FRENTISTAS DE MG EM CAMPANHA SALARIAL UNIFICADA
     A exemplo do que aconteceu em anos anteriores, o SINTRAPOSTO vem participando das negociações com o MINASPETRO juntamente com os outros Sindicatos de frentistas de Minas Gerais e com a Federação Nacional dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo (FENEPOSPETRO).
     Assim, estão atuando em conjunto, com pauta unificada, as seguintes entidades que representam os empregados dos postos de combustíveis de Minas Gerais: SINTRAPOSTO-MG (que representa os frentistas de Juiz de Fora e Região); FENEPOSPETRO (que representa os frentistas onde não há base territorial de Sindicato da categoria); Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Belo Horizonte e Região; Sindicato dos Empregados em Postos de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Uberaba e Região; e Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo, Lava-Rápido e Troca de Óleo do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.



sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

ATENÇÃO FRENTISTAS !

Companheiros Frentistas 

 Para melhor informação sobre o andamento das negociações, que foi realizada no dia 03/12/2014.
Segue em  anexo a  Ata da Segunda Rodada de Negociação entre os representantes profissional e a classe econômica.